quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Esperar demais e ter de menos.

sábado, 19 de setembro de 2009

Garçom, por favor.

Ordenou uma tequila. Garçom? Não, não. Aquele garçom.
Como um clichê, os olhares se cruzaram. Teve uma ligeira impressão de estar sendo retribuida, embora ele estivesse trabalhando. Mas, homem é homem.
O engraçado da vida são as maneiras como o destino cruza as pessoas.
Num lugar popular da zona norte de São Paulo, musicos que não são do seu repertório pessoal. Lá estava o seu homem, seu príncipe encantado com uma pitada de modernidade: ele não ligou no dia seguinte.
Encontros cancelados, desencontros perturbadores. Ele sumiu. Por alguns minutos refletiu sobre não ser a pessoa certa para ninguém. "Pára com isso", disse o amigo.
Em um momento de desilusão completa, recebe uma mensagem que a conforta. Ele apareceu. Com mil planos para o possível reencontro.
De qualquer maneira, como todos os momentos de paquera, ele reaparece, mas deixa rastros de saudades. Será que algum dia vai cair na real e jogar o mesmo jogo deles? Quantas lágrimas, esperas e dores de cabeça vai ter que passar para aprender?
Talvez o jeito seja descontar as dúvidas em coisas produtivas: seriado, biss e coca-cola. É, talvez ela não seja a pessoa certa para ninguém. Quem sabe!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pensamentos que vem do nada

Corro ao redor do tempo para encontrar seus abraços.
Minto com bochechas rosadas para me notar.
Mesmo que eu tente, nunca estará lá.
A mesa ficará sozinha. As velas apagadas. Os pratos vazios.
E, ao amanhecer, tudo terminará. As lágrimas estarão secas. O rosto pálido de frio. O coração regular. A falta literalmente fará falta. Em meio a beijos apaixonados, estará sozinho. Solidão se alastra, penetra, transborda.
Se esconde atrás dos muros pixados. Corre, para... Não precisa fugir. Momentos ligados a falta, a necessidade. Tudo relacionado. Nada a perder. Só quer se aconhegar num colo amigo, enamorado, transbordando de paixão. Quer ver os olhos cheios d'água, os pêlos arrepiados, a respiração lenta. Precisa de um conforto. De alguém para voltar.
Cai na real ao som do telefone celular. Engano, claro.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Insegurança

Uma jornalista/modelo/fotogênica/estilista/costureira que sonha em escrever sobre crimes, serial killers, sequestros e terroristas.
Todos os dias acorda desanimada com a rotina. Quer aprender tudo o que pode, mas tecidos não são o seu forte.
Tem medo de largar tudo, e ao mesmo tempo, deixa a vida passar na sua cara e não faz nada.
Algumas dúvidas ecoam no ar. Medo de ficar sozinha ou medo de afundar?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Castelo destruído.

Relutando os prazeres.
Demolindo sentimentos.
Enxugando lágrimas.

Solidão corre nas veias. Desespero abafa seu grito.
Torna-se a aberração que tanto temia. Destroi tudo que toca, que sente, que ama.
A roda gira, gira, gira. Fecha os olhos. Dejavú. Paranóica. Insegurança.

Nos dias mais felizes, tragédias.
Falta a outra parte da esfera. O equilíbrio. A tensão. O pulso.
Coração luta em bater. Persiste. Acredita.

A imagem mostra a matriz.
Esquece-se da face. Muda-se o nome. Esconde-se o sobrenome.
Figuras inimagináveis perambulam vestidas de branco.
Apenas um sonho.

Acorda com um beijo na testa.
O tremor toma conta por alguns segundos. A pele gélida ferve com o toque de suas mãos.
Finalmente, o grito ecoa de suas cordas.
Mas, continua sozinha. Procura pelos beijos não dados.
Pela assistência fantasma.
Pelo êxtase mentiroso.

terça-feira, 30 de junho de 2009

E ele se foi!

Fã incondicional de samba. Amante do pop moderno. Familiarizada com o sertanejo e novata nas trilhas sonoras. Chocada com a morte do ídolo. Na verdade, ídolo do pai, mas ao mesmo tempo, sua inspiração. As primeiras palavras em inglês, Bad e Triller. Os primeiros passos para traz. O primeiro poster no guarda-roupas. Voltava várias vezes "Free Willy" na parte da música. Ainda não me dei conta de que as pessoas morrem. Nem tive tempo de parar para pensar no "nasce, cresce, reporduz e morre". Tantas perdas sem motivo. Muitas vidas sem sentido. Um verdadeiro caos humano.

Certo dia chorei no carro imaginando como seria se fosse com alguém da minha família. "Antes ele do que eu". Estou emocionada.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Minha nada mole vida!

A workaholic assumida. Sem amigos decentes. Sem noitadas daquelas. Sem textos assinados. Uma sonhadora insana. Viciada em seriados "fora do normal". Sem tempo pra nada e ninguém. Não lava louça, não arruma a cama. Deixa sempre o computador ligado e esquece de colocar o timer na TV antes de dormir. Na sexta dorme às 20, no sábado acorda ao 12h e acha que é legal. Bebe cerveja e assite Lost. Pira quando sabe que seu ator favorito está namorando. Olha todos os dias o site do filme predileto e se sente bem. Acorda bocejando. Dorme bocejando. Amava leitura até descobrir os filmes. Rachava de rir com as piadas, agora fica nervosa. Brinca de se esconder do mundo, mas sua vida é um reallity show. Assume ser fria, sem sentimento e grossa, mas no fundo não passa de uma boneca de pano. Se convence que tem medo de assumir que morre. Mas, seu maior desejo é morrer. Tem pânico do amanhã, mas insiste em querer a sexta-feira. Todas as manhãs descobre a mesma coisa. Nada de novo num corpo que não quer sair do lugar. Num piscar fraquejando a fechar. Num coração cansado de lutar. Se sente a última bolacha do pacote onde não deve. E a pior de todas quando deve. Finje não ligar, mas sua vida há de parar.